quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Livro recebido :: "Na Boa!"

Olá! Venho hoje partilhar o mais recente livro que recebi: Na Boa!, de Diogo Faro. Já tinha visto na televisão uma entrevista ao autor a falar sobre esta obra e na altura achei-a bem interessante, pois deve ser um livro cheio de humor (o autor, por si só, já era bem engraçado 😁).
Faz sempre falta um livro bem-disposto na nossa estante. Estou desejosa de ler este!

Título: Na Boa!
Autor: Diogo Faro
Editora: A Esfera dos Livros
Ano: 2017

Sinopse:
Ser feliz na Dinamarca e noutros países prósperos é fácil. Com uma boa lareira por perto e um ordenado confortável para se fazer umas viagens aos trópicos duas ou três vezes por ano, quem é que consegue ser infeliz?
Já a felicidade em Portugal, onde o salário mínimo é mesmo mínimo, os transportes públicos estão sempre atrasados e é preciso dormir à porta da Segurança Social para se ser atendido, é um assunto intrigante que desperta o fascínio da comunidade científica mundial. É, de facto, um case study que merece ser escrutinado e compreendido em toda a sua profundidade – até porque, segundo sondagens recentes, cerca de 97% dos portugueses são felizes. Porquê? Porque levam a vida, passe a expressão singela, «na boa».
Esta é uma das conclusões mais interessantes dos estudos aprofundados que, desde o início do novo milénio, têm sido levados a cabo pelo Instituto Português dos Altos Estudos para a Felicidade (IPAEF), os quais são divulgados pela primeira vez com a publicação desta obra.
Numa linguagem rigorosa, mas acessível, o presidente e fundador do IPAEF, Diogo Faro, que tem percorrido o mundo a dissertar sobre este fenómeno em palestras de acesso restrito, explica agora ao grande público o extraordinário segredo da felicidade do povo português. «“Na boa”, “um gajo safa-se”, “claro que se desenrasca isso”, os problemas resolvem-se e a vida leva-se de sorriso na cara», escreve o autor. «Com mais ou menos sobressaltos, descobrimos constantemente maneiras de saltar de nenúfar em nenúfar, mesmo quando à nossa volta tudo é um lago de problemas.»
Porque de vez em quando é bom olharmo-nos ao espelho e gostarmos do que vemos, a leitura deste livro fará o leitor sentir-se ainda mais feliz. Por si. Pelo seu país. Por todos nós.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Colecção "Ler Faz Bem" da Revista Visão #9

Viva! Esta semana adquiri o nono exemplar da colecção Ler Faz Bem da Revista Visão. Este mês, a obra é A Morte de Ivan Ilitch, de Lev Tolstoi, um escritor russo do qual já ouvi falar mas nunca lhe conheci os trabalhos. Agora já vou ter a oportunidade de conhecer um deles. ☺

Título: A Morte de Ivan Ilitch
Autor: Lev Tolstoi
Editora: Cardume Editores
Ano: 2017

Sinopse:
Uma dor aparentemente insignificante acaba por abalar o quotidiano de Ivan Ilitch, um respeitado juiz de 45 anos cuja principal preocupação é viver de acordo com as convenções sociais do seu meio. A agonia, a incompreensão dos que o rodeiam e, por fim, a proximidade da morte levam Ivan Ilitch a reflectir sobre o seu passado e sobre as suas opções a nível pessoal e profissional. Teria ele passado ao lado do verdadeiro sentido da Vida? Publicada em 1886, a novela A Morte de Ivan Ilitch é considerada uma das obras.primas de Lev Tolstoi.

domingo, 10 de setembro de 2017

Opinião :: Reciclemos o sistema eleitoral! | Luís Humberto Teixeira

Título: Reciclemos o sistema eleitoral!
Autor: Luís Humberto Teixeira
Editora: Edição de autor
Ano: 2003

Sinopse:
Reciclemos o sistema eleitoral! pretende ser um contributo para a discussão sobre a lei eleitoral para a Assembleia da República.
Neste livro defende-se a implementação de um sistema eleitoral misto que acabe com a influência dos eleitores "fantasma", promova o princípio da igualdade de voto, diminua a distorção entre a percentagem de votos e a de mandatos, contribua para a maior pluralidade do Parlamento e permita testar, de modo simples, a eficácia dos círculos uninominais como forma de aproximação entre eleitores e eleitos.
O título do livro deve-se aos princípios ecológicos do autor, que considera a
Redução do desperdício de votos válidos, a Reutilização dos actuais círculos eleitorais e a Reciclagem do sistema eleitoral um novo sopro de credibilidade na vida política portuguesa.


Opinião:
Este livro trata-se de uma carta aberta ao Presidente da República de então, Jorge Sampaio, propondo uma discussão na Assembleia da República sobre o Sistema Eleitoral português.
A política é uma área que está muito presente no nosso quotidiano e da qual todos os cidadãos deveriam estar minimamente a par, para poder, em algum momento, reflectir sobre a mesma; quer a política nacional em vigor seja do nosso agrado ou não, todos devemos contribuir para a sua melhoria. E creio que foi em jeito de contributo que Luís Humberto Teixeira elaborou este trabalho.
Admito que nunca me fascinei pela política, mas cumpro o meu dever de eleitora e, desde que o sou, fui compreendendo progressivamente este mundo. Ao ler este livro, percebi que o nosso sistema eleitoral não é perfeito e que é realmente necessária a reciclagem proposta.
O autor apresenta um trabalho de pesquisa detalhado, onde esclarece vários aspectos sobre a forma como ocorrem as votações e como os governos são escolhidos e explica os pontos que acha que devem ser revistos.
Creio que este ponto de vista é viável e deveria ser realmente discutido na Assembleia da República. Uma vez que, nas recentes eleições, a abstenção tem sido muito elevada, penso que o sistema proposto traria mais confiança aos votantes e, assim, estes tornar-se-iam mais activos, bem como votariam de forma mais justa.
Desde já, o meu muito obrigada ao autor Luís Humberto Teixeira pelo exemplar oferecido.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Livro recebido :: "O Prodígio"

Olá! Hoje quero partilhar o novo livro que se juntou à estante: O Prodígio, de Emma Donoghue. Este livro tem uma capa simplesmente fascinante e uma conjugação de cores linda! Além disso, a sinopse cativou-me muito e acho que a história vai ser surpreendente.
Quem já leu? O que acham do livro?

Título: O Prodígio
Autora: Emma Donoghue
Editora: Porto Editora
Ano: 2017

Sinopse:
A jovem Anna recusa-se a comer e, apesar disso, sobrevive mês após mês, aparentemente sem graves consequências físicas. Um milagre, dizem.
Mas quando Lib, uma jovem e cética enfermeira, é contratada para vigiar a menina noite e dia, os acontecimentos seguem um diferente rumo: Anna começa a definhar perante a passividade de todos e a impotência de Lib. E assim se adensa o mistério sobre aquela família de agricultores que parece envolta num cenário de mentiras, promessas e segredos.
Prisioneira da linguagem da fé, será Anna, afinal, vítima daqueles que mais ama?

sábado, 2 de setembro de 2017

Opinião :: Síndrome de Antuérpia | João Felgar

Título: Síndrome de Antuérpia
Autor: João Felgar
Editora: Clube do Autor
Ano: 2016

Sinopse:
No princípio tinha corpo e nome de homem. Depois partiu da aldeia, foi-se embora. Quando voltou era uma mulher, com um nome estranho e um passado de estrela dos palcos. Mas talvez fosse mentira. Por algum tempo foi atração de uma boîte de beira de estrada. Até à noite do incêndio, quando lhe deram o nome de Castiça, e se tornou a tola da aldeia.
Anos depois, no primeiro sábado da Quaresma, a Castiça apareceu morta ao fundo da pedreira, trazendo ainda vestida a roupa que usara no corso de Carnaval.
Nesse mesmo dia, prenderam Justiniano Alfarro. Seria tudo um logro, um embuste, porque Justiniano era o mais perfeito dos homens. Mas nenhuma voz se levantou quando o levaram, e todos aceitaram a notícia num silêncio cúmplice. Todos, menos as mulheres que o amaram.
Antuérpia, sua filha, é uma dessas mulheres. Convencida de que enfrenta um conluio, prepara-se para repor a verdade procurando-a no passado do pai. Mas engana-se, porque a origem de tudo está no futuro da aldeia.
Uma aldeia que foi ferida e está doente, mas que não sabe sequer o nome da doença que a atingiu.

Opinião:
Tive bastante curiosidade em descobrir em que consistia a história deste livro, já que a capa apresenta um grupo de pessoas mascaradas num desfile de Carnaval e um título que me intrigou, não conseguindo imediatamente associar ambos os elementos. Portanto, comecei a leitura com alguma expectativa.
De início percebi que a narrativa iria centrar-se mais em duas personagens: Castiça e Antuérpia, sendo que a primeira chocou os habitantes da aldeia ao aparecer morta e a segunda está determinada em descobrir se o pai foi justa ou injustamente acusado de matar Castiça. Seguidamente, fiquei a conhecer a vida dessa aldeia e dos acontecimentos que antecederam ao crime.
Como já referi, iniciei o livro com alguma expectativa, mas a meio do mesmo fui perdendo algum interesse, sendo que várias vezes lia mas não prestava muita atenção. Creio que a história não me cativou o suficiente e não criei um grande afecto pelas personagens, mas isso não quer dizer que a história seja má e que não tenha gostado e percebido o caso. Aliás, mais para o fim da leitura, recuperei o interesse e fiquei a entender a história e a sua ligação ao título e à capa, achando-a até bastante inteligente.
O que mais gostei na história foi da abordagem à transexualidade através da Castiça; esta foi, talvez, a única personagem que me marcou e pela qual senti maior empatia.
Penso que o facto de ser um livro assaz descritivo tornou a minha leitura mais maçadora do que prazerosa. Contudo, posso dizer que foi um livro positivo e, se o lesse de novo, talvez o lesse com mais entusiasmo.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Livro recebido :: "Reciclemos o sistema eleitoral!"

Bom dia! A propósito do 14.º aniversário de lançamento, o autor Luís Humberto Teixeira ofertou alguns exemplares do livro Reciclemos o sistema eleitoral! no Goodreads e eu fui uma das contempladas!
O livro é muito pequeno e apresenta a opinião do autor sobre o que deveria ser alterado no Sistema Político Português.
Sendo que brevemente teremos as eleições autárquicas no país, creio que este livro chegou numa boa altura.

Título: Reciclemos o sistema eleitoral!
Autor: Luís Humberto Teixeira
Editora: Edição de autor
Ano: 2003

Sinopse:
Reciclemos o sistema eleitoral! pretende ser um contributo para a discussão sobre a lei eleitoral para a Assembleia da República.
Neste livro defende-se a implementação de um sistema eleitoral misto que acabe com a influência dos eleitores "fantasma", promova o princípio da igualdade de voto, diminua a distorção entre a percentagem de votos e a de mandatos, contribua para a maior pluralidade do Parlamento e permita testar, de modo simples, a eficácia dos círculos uninominais como forma de aproximação entre eleitores e eleitos.
O título do livro deve-se aos princípios ecológicos do autor, que considera a
Redução do desperdício de votos válidos, a Reutilização dos actuais círculos eleitorais e a Reciclagem do sistema eleitoral um novo sopro de credibilidade na vida política portuguesa.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Opinião :: A Mãe Eterna | Betty Milan


Título: A Mãe Eterna
Autora: Betty Milan
Editora: Objectiva
Ano: 2017

Sinopse:
A filha está cansada de ver a mãe definhar, esgotada. Aos 98 anos, com a saúde debilitada, a mãe mal ouve e quase não vê. A filha, que se vê no papel de mãe da própria mãe questiona os médicos, as religiões, tudo. Para quê manter vivo alguém que já não vive?
Num relato comovente, em forma de diário, a filha descreve as peripécias do dia-a-dia com a mãe; ao mesmo tempo, este diário é um escape, um desabafo e um apelo à mãe - a mãe imaginária, a que tinha e já não tem, a que lhe lia, que a escutava e acalentava.
A mãe que fazia o papel de mãe.
Um livro forte, uma reflexão gritante de tão actual, A MÃE ETERNA apresenta-nos um dilema que mói a alma e nos faz questionar a vida, a morte e a relação mãe-filha.
 
Opinião:
A Mãe Eterna é um relato emotivo dos últimos momentos de vida da mãe de Betty Milan. Foi com especial carinho que li este diário e conheci estas duas mulheres, que me fizeram recordar as minhas duas avós: também na casa dos 90, definharam assustadoramente rápido e precisaram de especiais cuidados, particularmente a minha avó materna. Tal como a protagonista, esta minha avó foi cuidada por uma das filhas, durante quase três anos, até ao fim. As minhas avós morreram com sete meses de diferença, há cerca de dois anos.
Assim, posso dizer que revi a minha tia nestes textos e até na própria autora; senti a angústia e as frustrações, mas ao mesmo tempo o amor mútuo de mãe e filha e a dedicação até ao último segundo de vida. Apesar da sombra da morte estar constantemente presente, este livro é uma forma muito bonita de recordar quem partiu fisicamente mas que permanecerá guardado nos nossos corações.
Um livro emocionante que reacende a saudade dos nossos entes já idos. Deveria ser lido por todos.